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18/12/2018

Praça na Vila Clementino ganha nome de Dorina Nowill

Publicado em 02/05/2018

A praça localizada na Rua Agostinho Rodrigues Filho, entre as ruas Leandro Dupret e Cel José Dionísio Gouveia, na Vila Clementino, ganhou o nome de Dorina Nowill.

 

 

A praça localizada na Rua Agostinho Rodrigues Filho, entre as ruas Leandro Dupret e Cel José Dionísio Gouveia, na Vila Clementino, ganhou o nome de Dorina Nowill. O ato de denominação ocorreu no último domingo (22) com a participação de Ika Fleury, presidente do Conselho de Curadores da Fundação Dorina Nowill para Cegos; Alexandre Munck, superintendente da Fundação; Benê Mascarenhas, Prefeito Regional da Vila Mariana; Cid Torquato, secretário municipal da Pessoa com Deficiência; Eloisa Arruda, secretária municipal de Direitos Humanos; Luiz Carlos Lopes, secretário adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência; e do vereador José Police Neto, autor da Lei de denominação da praça. O evento teve apresentação do DJ Anderson Farias e da Cia Ballet de Cegos da Associação Fernanda Bianchini.

 

O Prefeito Regional Benê Mascarenhas ressaltou a importância do trabalho de Dona Dorina e da fundação que leva o seu nome. "Gostaríamos que mais locais públicos fossem homenageados com o nome de pessoas que realmente fazem a diferença no mundo e trabalham em prol da sociedade, com o único objetivo de ajudar e melhorar a vida do próximo. Dorina não é apenas uma pessoa, mas uma ideia que, agora, será eternizada também neste local", afirmou Benê.

 

Dorina de Gouvêa Nowill

Dona Dorina, como era chamada, nasceu em São Paulo, em 28 de maio de 1919, e ficou cega aos 17 anos de idade, vítima de uma doença não diagnosticada. Ela foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, e conseguiu a integração de outra menina cega num curso regular da mesma escola.  Posteriormente, Dorina colabora para a elaboração da lei de integração escolar, regulamentada em 1956. Percebendo a carência, no Brasil, de livros em braille – sistema de escrita e leitura para cegos –, criou a então Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que iniciou suas atividades em 11 de março de 1946. Madrinha da campanha "Acessibilidade: Siga Essa Ideia", da Prefeitura de São Paulo, Dorina sempre lutou para o desenvolvimento pleno e pela inclusão social das pessoas com deficiência visual. Hoje, nossa Imprensa Braille é uma das maiores do mundo em capacidade produtiva, com produção em larga escala, equipamentos de grande porte, recursos humanos especializados e matéria-prima especial. Dorina Nowill faleceu em 29 de agosto de 2010, aos 91 anos de idade.

 

 

 

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