15/08/2018

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15/08/2018

MULHERES DISCUTEM ATENÇÃO INTEGRAL NO SUS

Publicado em 08/05/2017

LegendaDesafios para a Integralidade com Equidade foi o tema central da 2ª Conferência Municipal de Saúde das Mulheres, realizada no Auditório Elis Regina do Centro de Convenções do Anhembi, em 29 e 30 de abril, dois dias de intensas discussões, que resultaram em um documento base para a implantação de políticas públicas para a saúde integral das mulheres na cidade de São Paulo.

            Quatro eixos temáticos orientaram as discussões de grupo: O Papel do Estado no Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental e seus Reflexos na Vida e na Saúde das Mulheres, O Mundo do Trabalho e suas Consequências na Vida e na Saúde das Mulheres, Vulnerabilidades nos Ciclos de Vida das Mulheres na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres - trazendo recorte sobre a Saúde da Mulher Negra no Município - e Políticas Públicas para Mulheres e Participação Social.

A conjuntura de crise política com retirada de direitos conquistados deu a esta conferência uma importância ainda maior, já que é nas conferências que população, trabalhadores e governo pactuam as diretrizes para a implantação de políticas públicas. Apesar dos trabalhos permanentes entre os três segmentos nos conselhos de saúde, as conferências são momentos únicos, onde delegados dos três segmentos de todas as regiões da cidade se reúnem e tornam consenso as necessidades da população. A partir desse pacto documentado o governo pode implementar políticas públicas de saúde com segurança e a população pode cobrar a sua implantação. Realizar uma conferência de saúde das mulheres em um contexto de revezes sociais e quase abandono das políticas de responsabilidade social sobre as vulnerabilidades da sociedade é uma luz.

Desde a histórica Conferência Nacional de Saúde e Direitos da Mulher, em 1986, muito se avançou nas políticas públicas de saúde, em paralelo ao entendimento e à valorização dos múltiplos papéis que as mulheres desempenham na sociedade.  Agora virão as etapas estaduais e a etapa nacional dessa grande conferência de saúde das mulheres, que, ao final, vai passar a limpo os desafios que se apresentam atualmente, 30 anos depois daquela primeira conferência.

Há muito trabalho pela frente. Agora seguem para as próximas etapas as delegadas eleitas pelos segmentos para representar a todas as mulheres da cidade de São Paulo. Importante, mais do que estar lá, é confiar nas companheiras eleitas e acompanhar os resultados e a implantação das políticas públicas em todo o território nacional. “As mulheres são protagonistas de suas próprias vidas e nos seus distintos cenários, territórios, comunidades e mundos que somam esforços e agregam valor na construção de um Brasil mais solidário, mais igual, com mais equidade, mais cidadania e democracia participativa” (trecho do documento norteador da 2ª Conferência Municipal de Saúde das Mulheres).

 

Suely Levy

Jornalista

Ativista em defesa do SUS

público, gratuito, para todos

 

Foto: Suely Levy

 

 

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